30 30UTC dezembro 30UTC 2007
(Da sensibilidade de Auriberto Cavalcante.)
Um toque íntimo de Amor;
dois corpos unidos;
três almas ansiosas;
quatro braços amantes;
cinco quilos mais gorda;
seis desejos incontroláveis;
sete noites decisivas;
oito horas horas regressivas;
nove meses, nova vida.
In Rastros de liberdade - 1982
E uma Lua Nova pequenina,
jóia só alcançável por poetas,
desliza seu brilho de Jaci pelo meu mangue.
Suavemente, se alonga em raios fugidios,
já de madrugada,
para esquivar-se Selene.
Apenas ser Diana…
18 18UTC novembro 18UTC 2007
Um sentimento-verdade
Um sentimento-verdade,
entre infinitos de ausências,
entre infinitos de ausências,
fronteiras de ambivalências,
fronteiras de ambivalências,
a gente chama Saudade.
a gente chama Saudade.

Este aqui é o caminho pro Retirinho
4 04UTC novembro 04UTC 2007
Há emoções que se entranham.
São chamas ardentes,
são fogueiras, são labaredas
que se projetam no imaginário
e movem montanhas,
suportam o calvário.
Há viveres que se estranham.
Reacendida a alma abúlica
No horizonte da compartilha
Na fronteira da fantasia,
No esvair da chama branda
Qual fogos-fátuos a seu tempo.
(Ao passado de uma Colombina)
O brilho da máscara
que te presenteei
só ficou nos meus olhos.
Um desengonçado pierrô
solitário no meio de tanta gente
ouviu:
– Você não avisou que viria!
No carnaval da Vida,
Felizmente,
Os sentimentos não podem ser
utilitários.
A nossa distância real
era alucinante.
No distante-perto
O fantasioso cenário de lantejoulas
assemelhou-se-nos às modestas
voltas de papel crepom
que não quiseste,
desfeitas,
como desunidas serpentinas coloridas.
O brilho da máscara
Que te quis dar
Só ficou nos meus olhos.
Pena que se possa ver,
somente numa noite de carnaval,
a máscara da alma
imediatista estampada
na face e nos movimentos.
Por que não durante todo o ano?
O brilho da máscara
que te quis ver no rosto
só ficou mesmo nos meus olhos.
Gravada, indelével,
na retina e no pensamento.
Que nas Cinzas
continua sendo ‘replay’
o brilho das máscaras
de todos os carnavais…
11 11UTC julho 11UTC 2007
(Réquiem aos ditadores da Vida.)
Na desritmia
dos corações
de gigantes
férreos
fez-se
o mundo escuro.
Cuspos arritmos
enferrujaram-nos
e o mundo
se reiluminou.
Transformados
em porcas,
parafusos
e fuligens
esvaecidas,
os gigantes
dormem
sob a terra.